Muitas coisas!

Hi, my lovely readers!!!! Andei postando apenas alguns textos muitcho loucos recentemente, né? Kkkkk
Eu ando lendo muito Bukowski! Andava com tanta coisa engasgada em mim. Um lado meu que não mostro para ninguém precisava gritar e o meio que arranjei de fazer isso foi escrever.
Mas acredito que agora eu esteja melhor resolvida comigo mesma! O dia 15/06 foi realmente muito importante para mim, pois me converti "oficialmente" ao Budismo de Nichiren Daishonin.  Eu me encontrei no que diz respeito à religião. Expandi minha visão de Deus e me sinto bem nessa vertente de budismo que busca a criação de valores humanos, preza a cultura, a educação, o estudo e a fé. Além disso, envolve ciência e filosofia juntamente com preceitos religiosos. Adoro isso!
Me sinto muito melhor do que alguns meses atrás. De verdade.
Consegui uma estante decente para os meus preciosos livros! É essa aí embaixo haha!
Coloquei alguns enfeites na primeira prateleira, além de algumas fotos.
A segunda é reservada aos meus livros de aventura favoritos! Tenho a coleção de Harry Potter (muito amoor), primeira coleção de Percy Jackson, Crônicas de Nárnia (volume único), O Hobbit etc.
Da terceira em diante tem de tudo! Chick-lits, livros de mistério, clássicos...Estou apaixonada pela estante! Pretendo preenchê-la! 


Na sexta fui á Livraria Leitura com um amigo e encontrei "Eragon" por apenas R$ 19,90!! Ganhei "Insurgente" de presente *-*
Estou fazendo uma reforma na minha vida, arrumando desde o quarto até o meu modo de vestir rs!
É gostoso mergulhar dentro de si.
Aprecio bastante organizar minha estante e meu quarto (o qual divido com minha mãe e minha irmã)... pois é meu cantinho, um pequeno mundo particular.
Aliás, nós mesmos somos um pequeno universo. Vendo o meu Weheartit, eu pude me lembrar das coisas que gosto, as quais mostram muito do que eu sou. Também pude recordar sentimentos antigos através das frases que eu hearteei. O que mais vi por lá foram: desenhos bonitos, cenas de romances (A Culpa é das Estrelas domina a primeira leva de imagens!), roupas e acessórios fofos, frases loucas em inglês, cenas de animes e de desenhos da Disney, animais, livros, fotos do Ian Lindo Somerhalder, backgrounds vintage, Taylor Swift, paisagens etc.
Lembrei da época em que cismei que queria pintar meu cabelo de vermelho, em que estava vidrada nos capítulos de Hana Yori Dango e tantas outras coisas....

Cinderela | via Facebook

Diante disso tudo, percebi que tenho muito o que postar no blog! Quero escrever sobre muitas coisas de que gosto. O próximo post será sobre "Desenhos". Espero que gostem!

O lado que eu não mostro

Acordei atrasada, até aí tudo bem. Deu tempo de pegar o ônibus! Lotado! Por sorte, consegui um banco. Sento e começo a ouvir minhas velhas músicas preferidas e sinto que os sentimentos que elas trazem também são velhos. Preciso atualizá-la.
Eu penso, penso, penso. Não há mais com o que devanear. Vazio.
Só quero que o dia acabe logo. 
Vazio. Irritação com a porcaria de Copa do Mundo. Nojo de viver nesse país.
08:30: frio, carros passando, cabelos voando, inspiração.
E eu sempre pensando no que eu poderia ser, descontente com a minha atual situação.
Queria mudar de casa, de cidade, de vida.
Penso, repito: "transforma, Thaís, tudo em benefício."
Estou ficando boa nisso! 
Minha mãe liga e fala de um jeito grosso, palavras duras, reclamação, destrato. Mágoa no meu coração.
Fui ao abrigo de moradores de rua e tive o desprazer de ser destratada (de novo): "ah ela é só aluna, mais nada."
Emburrei, pegou no meu ponto fraco da semana: ser destratada, desprezada.
Recebi o maior destrato do mundo, no final de semana, da pessoa que eu estou começando a detestar.
Parabéns, "amigo", você está conseguindo ganhar o meu desprezo!
Chorei, chorei lágrimas geladas por conta disso. Mas minha chateação não tem durado mais que 26 minutos e 10 segundos. Que se exploda a sua humilhação.
Outros moradores de rua me fazem sorrir, aprendo um monte de coisas. Vejo neles sujeitos incríveis.
Pessoas que por algum motivo caíram nessa desgraça de perder seus lares.
Saio do abrigo contente por me inspirar e ser motivada por essas pessoas magníficas que valem mais que muito playboy metido à besta.
Converso e converso com a minha professora. Me sinto bem.
Lá vou eu enfrentar o caminho até a Unicamp, um trajeto que me traz alegria e tristeza. Mas hoje nem pensei nisso... Vazio.
Almocei salgado integral de ricota e brócolis. Delícia, mas tão sem graça quanto a minha vida.
Tanta gente, tanto vazio.
Sozinha, sozinha, sozinha.. estudo, estudo, estudo... é só isso que eu faço.
Reclamo por estar sempre sozinha, mas é desse jeito que mais gosto de ficar.
Hoje não estou afim de falar com ninguém. Hoje eu estou achando o mundo todo uma grande droga superficial.
Tive a alegria de encontrar uma amiga e conversamos um pouco.
Alegria.
Nos despedimos.
Vazio.
Reunião de orientação. A melhor parte do meu dia!! Quantas coisas pensamos, imaginamos, refletimos e discutimos. Adoro a minha orientadora, os meus amigos orientandos e a nossa perspectiva teórica.
Falo sobre Física Quântica. Eu dou um jeito de enfiar Física Quântica numa discussão sobre tradução! Acredite, Letras e Física tem muito em comum. Falo do gato de Schrödinger. Sabe, ando que nem ele. Nem morta, nem viva. Todos nós andamos assim.
Frio, ponto de ônibus, vontade de chegar em casa, fome.
Mas uma cena bonita enche meu coração de paz, o vento faz as folhas das árvores dançarem na avenida. Que lindo!! 
Chego em casa, oh doce ilusão de paz.
Discuto com a minha mãe. Hoje ela está atacada. Coloca sempre os outros na minha frente e que se dane o que eu quero fazer ou o que eu peço.
Chorei, emburrei, embraveci.
Destratada, mágoa, "amigo" que me desprezou, mãe que me desprezou. Quero sumir do mundo.
Chuveiro, água escorre pelo meu corpo enquanto eu choro. A água do chuveiro se mistura com as minhas lágrimas. Pesa demais ser eu, viver minha vida.
Não quero entrar no Facebook e só ver porcaria, as pessoas me irritam, tudo me irrita.
Não quero falar com ninguém.
NINGUÉM.
Eu quero ser invisível. Quero paz. Quero passar por essa fase.. logo.
Quero deixar de comer a ricota sem graça e pelo menos comer uma torrada com manteiga.


Numa sala de espera

Sentei no sofá da clínica de psicologia e psiquiatria. O mesmo clima de sala de espera de quaisquer outros consultórios. O rádio estava sintonizado na pior estação possível. Uma música funérea dominava o ambiente.
Pessoas impacientes vidradas em seus celulares aguardavam seus nomes serem chamados, pessoas que viviam vidas virtuais e buscavam encontrar uma vida real. E eu estava entre elas.
Estava na sala de espera. Vendo a vez dos outros chegar e a minha não. Isso pode ser uma metáfora para a minha vida, mas aqui falo de modo literal.
Fiquei imaginando a feição da minha psicóloga, já imaginei uma senhora com rosto bondoso e óculos de gatinho. 
Chegara meia hora mais cedo, eu amo e detesto a minha pontualidade. 
Uma Thaís foi chamada, mas não era eu, pelo visto. Uma senhora de óculos de gatinho (haha que coincidência) abriu a porta e uma moça que seria a minha xará a acompanhou.
Pode ser que alguém tenha ido no meu lugar por engano, pensei (na vida e na consulta).
Alguns minutos depois, a moça volta e a psicóloga entoa outra vez o meu nome:
- Thaís.
Me pergunto o porque de eu estar ali, o porque de eu ter decidido pedir ajuda a alguém cuja fuça eu nunca tinha visto.
Levanto-me, a minha vontade é maior.
Juro que achei que a sala da psicóloga seria em tons pastéis (azul, sobretudo), com um divã e uma cadeira.
Mas só havia algumas cadeiras e uma decoração que me fez sentir numa espécie de aula de Yoga.
Foi aí que eu me enfrentei.
A arena era aquele tapete cinza (e sobre ele pedras e vasos).
Falei tudo o que estava engasgado, relembrei de coisas, tive que olhar para tudo, desde a minha relação com familiares até o meu dia-a-dia.
Eu nem chorei, como teria feito há alguns anos.
Só achei, naquele momento, que eu não precisava mais de psicóloga. 
Porque a cada pergunta, eu respondia: "enfrentei, enfrentei, enfrentei, superei, venci, não voltou mais, não senti aquilo de novo."
Estava achando sufocante tudo aquilo. Eu só queria ir embora e mergulhar na minha quase-vida e transformá-la numa vida de verdade.
Fim.
Fui classificada com um nível tranquilo de situação já que me foram dadas duas opções: terapia individual ou terapia em grupo. E eu achando que me encaminhariam para a psiquiatria!
Saí de lá contente por não estar tão mal e por ter vencido tantas batalhas.
Mas aquele ambiente me fez pensar que os lugares, as roupas, a música, a decoração mostram muito sobre o nosso estado de espírito e o influenciam também.
Percebi que decididamente não aprecio a cor marrom. O branco, de fato, me traz paz.. uma sensação de limpeza. Mas sou apaixonada pelo preto, pelo seu mistério, pela sua magia... Eu sou preto e branco.
Claro e escuro. Sou o sim e o não. 
Desde aquele dia, tenho investido em colocar coisas coloridas no meu quarto e tenho acordado mais enérgica e esperançosa.
Mas é com as luzes apagadas que eu gosto de dormir.

Uma interpretação: A Culpa é das Estrelas - John Green

A Culpa é das EstrelasEntão eu terminei de ler "A Culpa é das Estrelas" e diversos pensamentos invadiram a minha mente, bem como uma amálgama de sensações tomou conta da minha alma.Chorei como uma bezerrinha durante a leitura e tudo o que pude pensar foi: "João Verde, por que teve de escrever algo tão cruel e tão maravilhoso????"
O livro é profundo, eu adoro livros profundos. A escrita parece simples, mas carrega em si toda uma rede quântica de reflexões e sentimentos que só são percebidas por nós, à medida que se inscrevem em nosso ser e passam por nossos olhos interpretativos.
Eu sempre mergulho na escrita dentro do que eu mesma escrevo. Com a escrita do outro, eu escrevo a mim mesma.
Não pude deixar de sentir na pele a história de Hazel e Gus (e de tantas outras pessoas que sofrem com essa doença terrível intitulada como câncer). Mas eu acho que a história não é sobre a doença ou sobre os efeitos de se estar morrendo. Mas é uma história a respeito do Universo.
E o Universo ali era Hazel e Gus.
Não precisamos estar com uma doença grave para estarmos morrendo... Todos nós estamos envelhecendo a cada segundo e não temos ideia do que pode nos acontecer. Tem gente que não vive não por ter que andar com um cilíndro de oxigênio, mas por não conseguir abrir o coração e se libertar de medos e traumas. Tem gente "saudável" que se encontra em um estado vegetativo, por conta de tristezas ou pela própria incapacidade de enxergar algo bom na vida.
Tem gente morrendo por não perceber que são muito mais do que os outros dizem, que são incríveis ao invés de patéticos (como julgam ser).
No final das contas, todos estão lutando contra si mesmos e nem percebem isso, seja lutando contra uma parte do próprio corpo que se tornou uma doença ou contra sua própria mente.
Mas Hazel e Gus me ensinaram que o melhor a se fazer é viver a profundidade de ser você mesmo, viver no seu infinito (ele não precisa ser o maior de todos, mas tem de ser SEU) e fazer dele o que você quer fazer de verdade.
Se tem um sonho louco... por que não o realiza?
Eu realizo meus sonhos através das palavras, mesmo que ainda não possa realizá-los literalmente.
Não importa a nossa condição nessa vida, não importa o fato de que o mundo é uma droga, o que importa é que as coisas são o que a gente enxerga e sente (e não digo enxergar com os olhos - né Isaac?? Haha - mas enxergar com o que você é).
Uma explosão de ideias e sentimentos aconteceu dentro de mim.. e devo isso graças à essa história linda.
Hazel tinha medo de se envolver com Gus porque achava que o machucaria, por se considerar uma granada. Mas... Hazel Grace, eu sinceramente acredito que todos nós somos granadas.
Não importa como nos ferimos, não importa o que o mundo faz conosco, não importa que as coisas que queríamos não aconteceram, não importa se tudo parece conspirar para fod*r nossa vida... O Mundo não é uma fábrica de realizações de desejos, mas nós podemos ser. Nós podemos pegar todas as coisas ruins e transformá-las em benefícios.
E  o mais legal é que o benefício para um não é o mesmo para o outro, cada um tem seu próprio conceito do que é bom, do que é a alegria.
Tudo o que eu quero vivenciar nesse momento é a minha inspiração e ânsia de escrever, porque voltei a sentir a velha e boa sensação de que a escrita é mágica, remédio e veneno.. phármakon.
Todas as minhas angústias e desesperos de ontem à noite se transformaram em astros. E se me perguntarem porque meu coração se transformou em algo esperançoso, feliz e reflexivo; direi com muito gosto: A Culpa é das Estrelas.

- Thaís Tiemi Yamasaki (uma hipocondríaca que enfrentou um Sick-Lit)

*Atualização: Acabei de descobrir que John Green e Esther Earl (a moça que o inspirou a escrever) se conheceram em um evento sobre Harry Potter!!! Que alegria saber disso! Esther tinha um vlog, acho que vale a pena assistir! (AQUI)



Desilusão - Quebrando algumas ideias fantasiosas

Hi, my lovely readers!! Há séculos que pretendia escrever esse post, pois acho que ajudará muita gente. Afinal, quem nunca teve uma desilusão amorosa?
Acredito que as desilusões podem ser classificadas em dois tipos. Tem a desilusão platônica, na qual você não tem envolvimento real nenhum com a pessoa amada (fica apenas no amor platônico) e então descobre que a criatura em questão gosta de outra pessoa e/ou está namorando.O outro tipo diz respeito a quando você tem algum rolo/relacionamento com o ser em questão e então por algum motivo toma um fora (vulgo pé na bunda). Já passei pelos dois haaha e sou especialista em superar isso! Agora que estou numa fase mais tranquila, sem essa questão de poder ter o coração quebrado, considerando que meu coração está zen (zen paciência para essas coisas hahaha). É impossível prever quando você terá uma desilusão, mas com o coração vazio fica difícil de ter alguma, né?
Enfim... Gostaria de dizer que toda dor provinda de um "passa fora" logo desaparece.
Você sempre vai achar que jamais esquecerá a tal pessoa e que jamais voltará a ser feliz... mas isso tudo é uma grande tolice. É claro que você não esquecerá a pessoa, pois todos que amamos ficam marcados em nós para sempre, mas tal lembrança já não significará tanto, ou melhor, terá um significado mais ameno.
Todas as 4 vezes (ou mais, até perdi a conta kkkk, brincadeira u.u é que uma mesma pessoa já me deu um monte de foras) em que sofri uma desilusão, fiquei quase da mesma forma: depressiva, sentindo que o meu coração estava sendo estraçalhado em milhões de pedacinhos, que o Universo me odiava e estava conspirando contra mim, que nunca mais voltaria a ser feliz, que jamais esqueceria a pessoa, que só ela se encaixava no meu coração e jamais encontraria outra pessoa pela qual poderia me apaixonar.
Alguns meses depois (ou anos, dependendo do tanto que eu amava o meu "alvo" kkk), lá estava eu, feliz e já encantada com outro garoto, com a coragem e disposição de enfrentar todo o processo novamente.
Fiquei muito tempo sem gostar de ninguém e com preguiça em relação a esse negócio de Amor kkkk (estou nessa fase agora), mas de repente, a vontade de ser feliz nessa área voltava ao meu ser.
Você pode pensar que é pior quando o seu grande amor começa a namorar com outra pessoa, mas eu acho que desse jeito é mais fácil de esquecer. Há pesquisas que comprovam que quando o nosso cérebro encontra uma única possibilidade de algum dia o idealizado romance dar certo nós não nos desiludimos, pois acreditamos que há uma chance de sermos correspondidos. Agora, quando você lida com o fato de que a pessoa está namorando, você desencana mais rapidamente.
Vai ser horrível na hora e não tem jeito de não enfrentar a dor, mas ela passa e depois parecerá ridícula.
Ahh Thaís, mas o que eu faço para vivenciar esse momento terrível sem sofrer tanto?
Listei algumas dicas que podem ajudar :)