Leituras do Mês

Hi, my lovely readers!! Yo, minna san!
Finalmente resolvi dar o ar da graça! Bom, acredito que até o final do ano que vem, aparecerei aqui só de vez em quando :(  Estou trabalhando na minha monografia...  visitando um abrigo para moradores de rua (experiência muito bacana sobre a qual um dia relatarei). Além de estudar, estou lendo bastante e desenhando (meu novo hobby!). 
Nesse último mês, graças à minha amiga Flávia (louca por livros, como eu), consegui ler as seguintes obras:
"Minha Vida Fora de Série 1 e 2", "Lola e o Garoto da Casa ao Lado" e "Simplesmente Ana" (agora estou lendo o famoso "A Culpa é das Estrelas").
Além destes, também li A Gramática do Amor.
Vou falar um pouco sobre "Simplesmente Ana" de Marina Carvalho e "A Gramática do Amor" de Rocío Carmona :)

A gramática do amorFiquei morrendo de vontade de ler "A Gramática do Amor" por conta de seu enredo extremamente curioso e interessante. 
A protagonista Irene enfrenta a sua primeira grande desilusão amorosa (quem nunca? Haha) e é nesse contexto de muita tristeza e decepção, que o seu professor de gramática lhe propõe um desafio muito instigante. O professor Hugues se oferece para dar aulas de Gramática do Amor (what??) à menina. 
Dessa forma, o docente passa uma lista de clássicos da Literatura para Irene e pede que ela escreva um ensaio sobre cada um deles, dizendo que lições sobre o amor tirou de cada um.
Gente, imagina só, ter um curso sobre o Amor através de referências literárias incríveis como Jane Austen, Tolstói, Murakami, García Márquez, Chartote Brontë etc!!
Foi extremamente gostoso realizar essa aprendizagem junto com a Irene. Afinal, além de mergulhar na intertextualidade deliciosa que Carmona criou, também conhecemos o dia-a-dia da personagem. A moça se mete em um monte de encrenca, aprende a lidar consigo mesma e com aqueles que a cercam, se transforma, enxerga coisas que não via, descobre sentimentos que jamais imaginara que poderia sentir, se confunde em relação ao professor Hugues...enfim, o livro fala de romances, enquanto se constituí como um.
Vale a pena ler! 

Já o nacional "Simplesmente Ana" simplesmente me encantou!!
Vocês, leitores, devem saber que sou apaixonada pela série "O Diário da Princesa" e que sinto uma saudade enorme da história.
Ao ler "Simplesmente Ana" pude conhecer uma nova princesa que conquistou a minha simpatia!
Simplesmente AnaNão tem como não lembrar da Mia ao ler sobre a Ana! Porém, acredito que a última tem muito mais atitude do que a nossa querida princesa americana. Amo a Mia, mas acho-a infantil em muitas ocasiões. Também tive grandes recordações do filme "Tudo Que Uma Garota Quer", estrelado por Amanda Bynes e Oliver James.
Ana Carina é uma garota comum que vive em Belo Horizonte com a mãe (gente, lembrei de outra brasileirinha mineira da literatura: a Fani! Será que elas se conhecem?? Rsrs), cursa direito e está envolvida com um cara que parece bem legal. Porém, uma coisa a intriga bastante: vive tendo um sonho bem estranho.
Ana tem o anseio de descobrir o que raios o sonho recorrente significa, mas nunca descobre... 
Até que um dia, recebe uma mensagem bombástica pelo Face que muda sua vida para sempre. 
A mensagem fora enviada pelo seu pai que é nada mais, nada menos, que o rei da Krósvia (um país da Europa)!! Ou seja: Ana é uma princesa!
O rei Andrej convida a filha para passar um tempo no país, pois deseja que um dia a moça possa assumir seu lugar como herdeira do trono. Além do mais, Andrej quer recuperar o tempo perdido e construir uma relação com Ana. A vida da personagem tem um giro de 360º, imaginem só..., descobrir que você faz parte de um outro lugar e que tem quase uma segunda identidade!
Ana resolve trancar um semestre na facul e partir para a Krósvia. Assim, deixa sua mãe, avós, família e rolo (quem sabe futuro namorado) no Brasil.
Porém, ela não tem noção de que muuuuitas outras coisas irão acontecer em sua vida. 
Mesmo que queiramos escapar dos abalos da vida, eles sempre conseguem chegar até nós.
Ana conhece a paisagem deslumbrante da Krósvia e o também deslumbrante Alex, enteado de seu pai.
Geente, livros nos fazem imaginar tantas coisas, além de ter o poder de despertar sensações e insights. Quando li sobre o Alex, imediatamente imaginei ele como um colega de uma certa disciplina que estou fazendo hahaha (não conto quem é, nem se me pagarem)! Ler "Simplesmente Ana" era vivenciar todas as situações como se eu fosse a Ana e meu colega fosse o Alex, foi tão bom... Enfim, deixe-me despertar desses derretimentos literários, para voltar à mini-resenha. Está na cara que a protagonista e o enteado do pai desenvolverão uma relação, né? Mas que relação será essa? Amor, ódio, indiferença?? Posso garantir que surpreende em muitos aspectos! Assim que ambos se conhecem, Alex trata Ana de modo bem frio, ele se mostra um insuportável engraçadinho (me lembra o Mr. Darcy - tirando a parte do "engraçadinho" rs).
E para piorar, é ele quem será uma espécie de tutor de Ana, durante o período da moça na Krósvia.
Os dois saem para passear e conhecer o país e, durante esse tempo, brigam bastante e se conhecem.
A partir daí, acontecem váárias coisas! Ana enfrenta desafios, tem de lidar com escolhas, descobre coisas, vivencia momentos bons com pessoas maravilhosas (como Karenina e Irina s2) e outros momentos tensos com pessoas desprezíveis (Nome de Cachorro kkkkkkk - quem ler o livro, entenderá), mas acima de tudo, cresce e aprende mais sobre si mesma.
Tive vontade de matá-la em certas ocasiões, mas respirei fundo e disse a mim mesma: o momento de compreensão da personagem acerca de suas próprias atitudes chegará.
Enfim, gente, o livro é realmente muuito gostoso de ler! Apreciei cada página e realmente senti prazer na leitura (só fico triste por não ter um Alex, mas ok! Kkkkk). Uma história apaixonante e que também nos traz várias lições, risadas e reflexões. Não deixem de ler!

Como vocês puderam perceber, voltei a ler romances! Eeeeee! Não sei até quando isso vai durar, mas estou aproveitando essa minha empolgação!


Um não sei o quê

Eu sou um não sei o quê.
É, não sei o que eu sou, quem eu sou, o que aconteceu ontem.. 
Estou flutuando dentro da minha própria vida, tentando achar o fio da meada que eu perdi.
Porque eu me enrosco nos meus pensamentos amargos, na minha hipocondria desenfreada e me sufoco neles. Eu me afogo no sangue que jorra do meu coração partido. Eu me afogo nas tentativas inúteis de querer amar. Não consegui fazer você ver, não consegui... e isso me destrói.
Minha boca pintada de vinho escuro me deixa com cara de escuridão, revolta, mistério.. e é isso o que eu também sou por dentro. Serena num dia e bombástica no outro. Não consigo conviver com minhas contradições.
Estou vivendo no modo avião, não ouço a vibração da minha vida. Eu quero fugir daqui, fugir de mim.
Porque eu era eu quando você estava ao meu lado e agora você não está mais aqui.
Agora você é qualquer um... Eu estou ferrada da vida contigo. Com vontade de tacar um livro na sua cabeça e te fazer olhar para o próprio umbigo.
Mas eu só me encolho abraçando minha mochila e faço bico.
Morrendo por dentro. Perdida.
Eu quero sempre o impossível, eu sou impossível...
Me atraio pelo tormento, por mentes permeadas de escuridão, de tristeza. Porque sei que as melhores pessoas são essas que se isolam no silêncio e mergulham na profundidade da dor. Pessoas infelizes são as mais incríveis, porque não se contentam com as pseudo-alegrias desse mundo horroroso. No fundo, tudo é alegria falsa, instantânea. Quem não se sente feliz diante disso... tem uma mente brilhante, diferente.
Gosto de Bukowski e nem sabia. Gosto porque Bukowski é uma parte de mim e sempre me faz lembrar de quem não devo, mas esse de quem não devo lembrar também lembra eu mesma. 
Me sinto confortável na agonia, na tristeza infinita... não sei lidar com a alegria.

- T. T. Yamasaki

Síndrome de Mística

Hi, my lovely readers!! Como estão?
Hoje vim falar de uma graaaande característica negativa que eu costumava ter! Acredito que muitas pessoas sofram com essa questão, por isso resolvi escrever esse texto. Por que "Síndrome de Mística"? Bom, eu que inventei esse nome haha pois acho que se encaixa perfeitamente com o vício/perturbação/problema sobre o qual vou falar. Vocês devem conhecer a Mística, personagem de X-Men, e sabem que a mutação dela é poder se transformar em quem ela quiser. Então... eu fazia mais ou menos o que ela faz (a diferença é que eu não podia me transformar literalmente em quem eu queria)... Ahn, como assim Thaís? Bem, vou explicar!


Diante de toda a minha insegurança e toda a péssima imagem que eu tinha de mim mesma, achava que precisava me transformar em outras pessoas para agradar e conquistar aqueles que eu amava. 
Eu tinha a ideia idiota de que alguém só me amaria se eu fosse perfeita. Sendo assim, eu nunca era eu mesma e,automaticamente, começava a agir da forma como eu imaginava que tal amigo/amado iria apreciar. Ou seja, me tornava praticamente uma cópia (barata) de outras pessoas, das pessoas que eu pensava que aqueles que eu amava admiravam. 
Era impressionante o quanto eu me modificava e dava uma de Mística.... Muitas vezes, até sem perceber. Parecia que eu era uma espécie de organismo que se adapta ao ser amado, com o pensamento ridículo de que, agindo assim, a criatura passaria a me amar.
Tenho muitos exemplos para contar...

Book* Freud, me tira dessa! - Laura Conrado

Hi, my lovely readers!! Nossa, amanhã já é meu aniversário :O Até que estou animadinha!
Bom, ontem eu estava meio apática, pensando no que eu poderia fazer para melhorar minha vida. Meu grande interesse atualmente é: me conhecer melhor, tentar me compreender. Eu até tentei agendar uma sessão de psicoterapia na Unicamp, mas a fila de espera está gigantesca! Sendo assim... fiquei desesperada pensando em uma forma de conseguir me destravar... Para quem não sabe, eu estudo um pouco de psicanálise na faculdade, pois estou trabalhando numa linha de pesquisa com viés psicanalítico. Tenho um conhecimento razoável sobre isso, mas só consigo ajudar os outros. A auto-análise não é tão eficaz quanto ter alguém te ajudando. Pois bem, ontem eu estava conversando com uma amiga sobre livros e ela me fez ter uma baita vontade de ler algo. Mas o problema é que nenhum livro estava conseguindo prender minha atenção...Porém, eu sabia que alguma obra estava me chamando, estava querendo que eu a lesse. Até que o livro "Freud, me tira dessa!" chegou até mim! Era exatamente o que eu precisava. Por quê? É isso que vocês vão descobrir agora...
Freud, me tira dessa!Sinopse
Freud, me tira dessa! narra a história de Catarina, uma jovem que passa a morar sozinha em função do novo emprego. Dona de uma vida amorosa catastrófica e disposta a rever suas escolhas, Cat busca ajuda na psicoterapia. Como se não bastasse o dolorido processo de conhecer a si mesma e de adentrar na relação com seus familiares, Catarina se apaixona pelo terapeuta. No auge de sua angústia, a personagem recorre ao pai da Psicanálise para sair dessa. Por meio das confusões de Cat, é possível não simplesmente rir, mas também se identificar com a profunda trajetória de autoconhecimento e aceitação da própria história. O livro rendeu à autora o Prêmio Jovem Brasileiro 2012 na categoria Literatura.
Fonte: Skoob

Adoro Freud e minha vida amorosa sempre foi muito ferrada como a da Cat... kkk por isso me identifiquei (como diria Lacan!).  Me vi nela em várias partes do livro, desde o começo até o final.. mas há pontos em que também somos bem diferentes.O livro já começa com a moça tomando um grande fora, ahh como eu pude compreender a dor da Cat e a indignação de nunca ser escolhida, de ter sempre seus rolos destruídos..e sem perspectiva de dar certo. Ela estava saindo com um amigo do trabalho e o lindo, de repente, termina tudo porque diz estar gostando de outra pessoa (e... para piorar.. essa outra pessoa). Cat acaba sozinha, com o coração partido e se perguntando por que sempre dá certo para os outros e para ela não? O que ela sempre faz de errado para que esse ciclo se repita?