Movie* The Perks of Being a Wallflower

Hey, my dear readers! Ontem, finalmente assisti "As Vantagens de Ser Invisível". Me arrependi de não ter assistido antes e principalmente, de ainda não ter lido o livro de Stephen Chbosky.
A obra é lindamente costurada por doce melancolia, profundidade, alegria e verdade.


Em 'As Vantagens de Ser Invisível', Charlie (Logan Lerman) é um estranho simpático e ingênuo, que enfrenta o delicado momento de lidar com o primeiro amor (Emma Watson), o suicídio de seu melhor amigo, e sua própria doença mental enquanto juntos lutam para encontrar um grupo de pessoas com qual ele pertença. O calouro introvertido é tomado sob as asas de Sam e Patrick  (Ezra Miller), que recebe-o ao mundo real.Fonte: Cine Pop

A sinopse não diz muita coisa sobre o filme, existe muito mais por trás dessa obra.
Me identifiquei muito com o Charlie (interpretado pelo lindo do Logan Lerman!), ele é uma pessoa diferente. O garoto carrega dores provindas de traumas em relação à morte de seu melhor amigo e à sua tia.
Ao conhecer Charlie, parecia que eu estava diante de um velho amigo que eu compreendia muito bem.
Ele é profundo e inteligente, embora seja tão calado (como disse Stephen Hawking "Pessoas quietas geralmente possuem mentes barulhentas").
O rapaz escreve cartas para alguém, é através da escrita que ele se liberta e descarrega as emoções que sente, colocando ali no escrito tudo o que ele é. Lembrei de mim que nunca me identificava com ninguém, tinha poucos amigos e contava tudo para o meu diário.
Charlie vai para a escola e sabe muito bem o que o aguarda, sabemos como é esse ambiente escolar que exala socialização exacerbada. Stephen Chbosky leu a minha mente, pois certa vez eu escrevi um conto em que a protagonista era exatamente como ele. 
Compreendi o desconforto de Charlie diante da aula de Inglês Avançado. Ele sabia as respostas mas não levantava a mão, de modo a não despertar a atenção dos populares imbecis.
De repente, Charlie era eu. 
No entanto, ele tinha que lidar com outras coisas... todas as lembranças ruins vinham atormentá-lo e ele não possuía amigos.
Até que graças aos céus, conhece o doido do Patrick (uma figura incrível) e a maluca da Sam (interpretada pela minha diva Emma Watson)!
A partir daí, a vida de Charlie vai tomando outros rumos... ele vai percebendo que a vida não é só tristeza. Nós podemos ser infinitos, ali no momento em que estamos.
Ouvindo um bom rock e sentindo o vento no rosto...
Ele percebe que ser diferente não é tão ruim assim, na verdade é uma glória. 
Os problemas de Charlie não desaparecem ao encontrar amigos, mas são intercalados por alegrias intensas.
Charlie cresce e ajuda seus amigos a crescerem. Ele é como um garotinho que esteve preso tempo demais em seu quarto escuro e descobre a fantástica máquina chamada Vida.
O rapaz conhece o amor e todas as coisas boas e ruins intricadas a ele.
Charlie descobre que é mais do que imagina ser. Ele devora livros e constrói sua história, na máquina mágica de escrever.
Mergulha na profundidade do que é e tenta se entender. Ele olha para o mundo ao seu redor o tempo inteiro e pensa que pode salvar todos. Isso me lembra muito alguém... eu.
Ele abdica de seu amor só pelo simples fato de achar que sua amada será feliz (e isso que importa) mesmo com outro.
Ele cuida dos amigos com unhas e dentes, se preocupa com os sentimentos dos outros (mas às vezes esquece dos seus), defende a irmã (interpretada pela linda da Nina Dobrev) e sempre ouve Asleep (música que eu amava antes do filme - Charlie realmente se parece comigo!). Há questões que me chamaram muito a atenção, uma delas diz respeito à indagação que Charlie faz ao seu professor de Inglês, o que ele disse foi "Por que as pessoas boas escolhem sempre as pessoas erradas?". Fiquei pensando nisso... Por que sempre escolhemos o pior, por que sempre queremos quem nos trata como lixo?
A resposta dada foi "A gente aceita o amor que acha que merece".
Cabe como uma luva, o conselho de se amar mais e não se contentar com pouco, pois você  merece mais do que migalhas.



"Então, esta é minha vida. E quero que você saiba que sou feliz e triste ao mesmo tempo, e ainda estou tentando entender como posso ser assim." 




Enfim, o filme aborda muitas outras coisas...e é simplesmente INCRÍVEL. Eu ri, chorei, fiquei com raiva etc. Não deixem de assistir. Sem contar que o elenco é incrível, afinal temos Percy Jackson, Hermione e Elena atuando juntos haha!
Aprendi com Charlie, que às vezes somos invisíveis aos olhos deu uns, mas sempre seremos wallflowers de outros. A Amizade é preciosa demais para ser quantificada...
O diferente é bonito, é maravilhoso...
O diferente escreve uma história tão linda como essa.




Uma mensagem final....



- “Então, eu acho que somos o que somos por várias razões. E talvez nunca conheçamos a maior parte delas. Mas mesmo que não tenhamos o poder de escolher quem vamos ser, ainda podemos escolher aonde iremos a partir daqui. Ainda podemos fazer coisas. E podemos tentar ficar bem com elas.”

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